Valderico Júnior faz ajuste no coração político da gestão municipal

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O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB), usou a caneta com velocidade e nomeou peças-chave da administração. Em uma única tacada, promoveu três mudanças estratégicas na Casa Civil, nas Relações Institucionais e na Universidade Livre do Mar e da Mata. Um ajuste fino no coração político do governo.

As nomeações de Paulo Queiroz dos Santos para a Casa Civil e de Claudemar Cardoso Santos para as Relações Institucionais contemplam secretarias sensíveis à articulação interna e externa do governo. Já a escolha de Davidson Leandro Sousa Santos foi para comandar a Maramata.

Uma nova configuração voltada à tomada de decisões em áreas estratégicas e à estabilidade administrativa.

Paulo Queiroz, Claudemar Cardoso e Davidson Leandro.

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Dança das siglas redesenha forças na Assembleia Legislativa da Bahia

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A Assembleia Legislativa da Bahia virou palco de uma coreografia conhecida: a dança das siglas. Deputados mudam de partido, recalculam rotas e reposicionam suas bases. É a sobrevivência eleitoral e a lista de trocas ajuda a traduzir esse novo momento.

Entre os movimentos: Angelo Coronel Filho trocou o PSD pelo Republicanos; Angelo Almeida saiu do PSB e foi para o PT; Antonio Henrique Júnior deixou o PP rumo ao PV; Binho Galinha migrou do Patriota para o Avante; e Cafu Barreto saiu do PSD para o União Brasil. Na mesma leva, Eduardo Salles deixou o PP para ingressar no PV, enquanto Felipe Duarte fez o caminho do PP para o Avante. Já Laerte do Vando trocou o Podemos pelo Avante, e Luciano Araújo saiu do Solidariedade para o Avante. Ludmilla Fiscina, por sua vez, migrou do PV para o PSD.

A mudança de rota segue com Marcelinho Veiga deixando o União Brasil para o PV; Marcinho Oliveira trocando o PDT pelo PRD; Niltinho saindo do PP para o PSD; e Pancadinha deixando o Solidariedade rumo ao PDT. Paulo Câmara fez o caminho do PSD para o PL, enquanto Penalva saiu do PDT para o União Brasil. Raimundinho da JR trocou o PL pelo Avante; Samuel Júnior deixou o Republicanos para o PL; Soane Galvão saiu do PSB para o Avante; Vitor Azevedo trocou o PL pelo Avante; e Vitor Bonfim deixou o PV para o PSB.

Lideranças testam novos abrigos enquanto tentam manter suas bases intactas, em um equilíbrio delicado entre coerência e conveniência — termômetro, e também vitrine, de um jogo maior.

Resta saber quem vai sair fortalecido dessa rearrumação e quem ficará pelo caminho: trocar pode significar ganhar fôlego… ou apenas mudar de lugar.

Janela partidária provoca reacomodação de forças no Legislativo baiano // 📷 Reprodução www.metro1.com.br

Após sinalizar chapa, Lula diz não ter decidido candidatura e surpreende aliados // 📷 Reprodução/ICL Notícias

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu, em poucos dias, fazer o que a oposição não vinha conseguindo: gerar dúvida dentro da própria base. Após anunciar, com pompa de decisão consolidada, que Geraldo Alckmin (PSB) seria novamente seu vice na chapa da reeleição, o petista tratou de puxar o freio de mão, e com força. Em entrevista ao site ICL Notícias, disse que ainda não decidiu se será candidato. O efeito foi imediato: aliados atônitos e um partido que voltou a roer as unhas.

Lula afirma que precisa apresentar “algo novo” para justificar a candidatura, como se o tempo político permitisse esse tipo de suspense. Em um período pré-eleitoral, indefinição no topo da cadeia não é estratégia, é lance mal jogado. “Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar uma coisa nova para este país”, pontuou Lula.

A leitura é pragmática: Lula sente o peso de um isolamento político crescente e as dificuldades para montar uma coalizão robusta. Sem uma base ampla, o risco de enfrentar adversários com mais tempo de TV e maior capilaridade se torna real. E disputar a reeleição em desvantagem estrutural é tudo o que um presidente em exercício tenta evitar.

Na semana passada, Lula lançou o nome de Camilo Santana como potencial sucessor no petismo. O presidente disse que o ex-ministro da Educação iria começar a rodar o país para se tornar mais conhecido e buscar novos voos na política nacional, em um claro movimento do PT, que há tempos prepara o ex-governador do Ceará para assumir essa posição.

No fim das contas, Lula acendeu um sinal amarelo dentro do próprio campo. Resta saber se o recuo foi para fazer “charminho” ou se revela um problema maior: a falta de convicção sobre o próprio fôlego político para encarar mais uma disputa nacional.

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