Encontro avalia o retorno de aulas presenciais nas redes pública e privada // Foto de Stefany Batista

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O plano de retorno gradual das aulas foi tema de reunião das secretárias de Educação, Janaína Araújo, e de Saúde, Lívia Mendes Aguiar, no Centro de Formação e Tecnologia Municipal (NTM). O encontro promovido pela Prefeitura de Itabuna contou com a participação de representantes da comunidade e das redes de educação pública e particular.

Os principais desafios, obstáculos e possíveis planejamentos para que as aulas retornem no município, seguindo protocolos e medidas restritivas contra a Covid-19 foram debatidos. Há mais de um ano e meio que as escolas de Itabuna aderiram ao ensino a distância (remoto) por recomendações do Ministério da Saúde com chegada da pandemia.

A secretária Lívia Mende falou das preocupações para este momento, lembrando que há duas semanas temos 100% de ocupação nos leitos de UTI Covid na cidade. “Há uma nova onda de casos da doença em que o público jovem é a parcela da população acometida. Entendemos a necessidade de um retorno gradual das aulas, temos boa parte dos servidores da educação vacinados, mas precisamos da compreensão e conscientização da população sobre a gravidade do cenário atual”, afirmou.

Já secretária Janaína Araújo também evidenciou os desafios para um possível retorno presencial das aulas com adequações. “Estamos indo presencialmente às escolas para avaliar as condições do retorno. Nosso posicionamento é coletivo. Então, precisamos avaliar a demanda das escolas públicas e privadas e se há critérios necessários para garantir a segurança de alunos, professores e do pessoal de apoio”, declarou.

Representantes do Movimento Volta às Aulas Itabuna, dos gestores de educação da rede particular, Conselho Municipal de Educação e do Sindicato do Magistério Público de Itabuna (Simpi) e os vereadores Israel Cardoso e Dando Leone estiveram presentes ao encontro no NTM.

Após o encontro, a proposta de protocolo para o retorno às aulas presenciais será enviada ao Conselho Municipal de Educação e, posteriormente, à Secretaria de Saúde para contribuição e adequação das medidas sanitárias. Por fim, para a Secretaria Municipal de Educação para possíveis encaminhamentos e avaliações junto aos representantes das escolas e ao Simpi.

Os deputados Robinson Almeida e Paulo Rangel, ambos do PT

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Os deputados Robinson Almeida e Paulo Rangel, ambos do PT, criticaram veementemente o senador Ângelo Coronel (PSD) por votar a favor da privatização da Eletrobrás, no Senado Federal, ontem 5ª feira (17.junho). Coronel não seguiu a posição dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), que votaram contra a Medida Provisória 1031, defendida pelo governo Bolsonaro, que deve encarecer, segundo especialistas, em até 20% a conta de energia e oferecer riscos de apagão no Brasil. Os deputados também alertam para a insegurança hídrica que a privatização provocará no Vale do São Francisco e em todo Nordeste.

“Ao votar a favor da privatização da Eletrobras e da Chesf, Coronel traiu a confiança dos eleitores que o elegeram pra defender os interesses do povo trabalhador, dos ribeirinhos e dos baianos mais simples, que não podem pagar mais caro pela energia. Privatizar a Eletrobrás é um crime contra o Brasil e contra nossa soberania energética”, afirmou Robinson Almeida, que é engenheiro eletricista. “O voto dos senadores Wagner e Otto contra a privatização da Eletrobras e da Chesf honra a Bahia. Já o voto de Coronel a favor da privatização envergonha a Bahia no senado”, endossou Paulo Rangel, que é funcionário da Chesf.

“Coloca em perigo o uso múltiplo das águas, em especial a utilização do Rio São Francisco, que é o provedor da Chesf. Coloca em risco o abastecimento de água pra consumo humano, consumo animal e a irrigação dos pequenos produtores rurais”, observa Rangel.

O senador da Bahia, Ângelo Coronel, do PSD

Os parlamentares também alertam que a medida apoiada por Coronel, associada a política econômica de Bolsonaro, ultraliberal, vai fazer com que a conta de luz fique mais cara como está o preço da gasolina, do gás de cozinha e mesmo da cesta básica.

“Tudo disparou por causa dessa política econômica nociva de Bolsonaro para o Brasil e, sobretudo, para os mais pobres, que ganham em real e tem seu custo de vida pago em dólar. Nosso projeto político é contra essa plataforma, esse projeto que produz desigualdade, que traz de volta o fantasma da fome e que dilápida o patrimônio nacional. Por isso, Coronel ao votar pela privatização da Eletrobrás, com esse projeto de Bolsonaro, envergonha a Bahia e trai os baianos”, enfatizam os deputados em nota.

A MP que prevê a privatização da Eletrobras recebeu 42 votos a favor e 37 contra. O texto agora volta à Câmara dos Deputados. Ele precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional até 22 de junho, ou perde a validade.

ELETROBRAS
Maior empresa de energia elétrica da América Latina e sexta empresa mais lucrativa do Brasil, a Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 6,4 bilhões em 2020. A expectativa de lucro da empresa em 3 anos é de R$ 30 bilhões. A estatal está avaliada, sem as linhas de transmissão, em R$ 370 bilhões, mas o governo Bolsonaro projeta vende-lá por R$ 25 bilhões.

A estatal começou a ser projetada no governo do presidente Getúlio Vargas, em 1954, com a criação das Centrais Elétricas Brasileiras. A proposta, contudo, enfrentou grande resistência da classe política da época e só foi efetivada 7 anos mais tarde, quando o presidente Jânio Quadros assinou a Lei 3.890, autorizando a constituição da Eletrobras. A instalação da estatal aconteceu no ano seguinte, já no governo do presidente João Goulart.

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Manchetes desta 6ª feira, 18 de junho/2021

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// O DIA: Rio tem 50% da população vacinada com a primeira dose

// O GLOBO: Senado aprova MP que permite venda da Eletrobras

// O ESTADO DE S.PAULO: MP da Eletrobrás pode gerar custo de R$84bi a consumidor

// FOLHA DE S.PAULO: Senado aprova MP da Eletrobras que distribui privilégios

// TRIBUNA DA BAHIA: PF fecha cerco contra fraudadores do auxílio emergencial

// A TARDE: Vacinação passa a ser só por idade na Bahia

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