Votação ficou em 364 a 130 pela manutenção da decisão do STF // Michel Jesus/Câmara dos Deputados

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A Câmara dos Deputados manteve, por 364 votos a favor, 130 contra e 3 abstenções, a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). O parlamentar está preso desde terça-feira (16) após divulgar um vídeo com discurso de ódio e ataques aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a Constituição Federal, deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por opiniões, palavras e votos e não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nestas situações, os autos são remetidos à Câmara ou ao Senado para que a maioria absoluta da Casa (no caso 257 deputados) decida, em voto aberto, sobre a prisão.

Daniel Silveira foi preso no inquérito aberto em 2019 para apurar ameaças contra os ministros do STF após ter divulgado um vídeo em que, segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, “ataca frontalmente” os ministros da Corte.

“As manifestações do parlamentar Daniel Silveira, por meio das redes sociais, revelam-se gravíssimas, pois, não só atingem a honorabilidade e constituem ameaça ilegal à segurança dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como se revestem de claro intuito visando a impedir o exercício da judicatura, notadamente a independência do Poder Judiciário e a manutenção do Estado Democrático de Direito”, escreveu Moraes em sua decisão.

O deputado federal Daniel Silveira será julgado pela Câmara dos Deputados

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Mesmo depois de preso na noite de ontem, terça-feira (16), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) ainda tentou incitar pessoas que pensam como ele a se movimentar pela instauração de uma ditadura no Brasil.

Considerado um parlamentar despreparado para o cargo e até desequilibrado, Daniel Silveira se orgulha de ter sido preso “mais de 90 vezes” pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, pelos delitos que cometeu. O deputado, que diz ser professor de luta, ficou famoso ao bater numa placa de rua com o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.

Entre as arruaças de Silveira estão a invasão de um colégio, para contestar o método de ensino da escola e a agressão a um jornalista, por não gostar das suas perguntas. O deputado, eleito na esteira da onda bolsonarista, vai enfrentar agora o julgamento de seus pares, na Câmara, que decidirão se ele segue preso ou não.

Arthur Lira (PP-AL) venceu a eleição no primeiro turno

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O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) foi eleito novo presidente da Câmara dos Deputados, com 302 votos, contra 145 de Baleia Rossi (MDB-SP).

Uma derrotada para o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e uma vitória do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido).

Arthur Lira, o novo presidente da Câmara, já chegou anulando a composição da Mesa Diretora e convocou novas eleições.

Os demais candidatos ao cargo, obtiveram: Fábio Ramalho (MDB-MG) obteve 21 votos, Luiza Erundina (PSOL-SP) recebeu 16 votos; Marcel Van Hattem (Novo-RS), 13 votos; André Janones (Avante-MG), 3 votos; Kim Kataguiri (DEM-SP), 2 votos; e General Peternelli (PSL-SP), 1 voto.

Josias comandava a Secretaria de Desenvolvimento Rural desde outubro de 2019

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O secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes (PT), foi exonerado hoje, sexta-feira (29) pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT). A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado.

Agora como deputado federal, Josias Gomes (PT), segue para Brasília, onde votará em Baleia Rossi (MDB), que concorre à presidência da Câmara dos Deputados no próximo dia 1º, conforme orientação Partido dos Trabalhadores.

“A Câmara dos Deputados é a casa do povo. Bolsonaro, como sempre, tenta usurpar o poder, utilizando recursos públicos. Às vésperas da eleição mais importante do ano, “destina” 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores”, disse Josias.

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