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A safra de cereais, oleaginosas e leguminosas na Bahia pode alcançar 10,4 milhões de toneladas em 2021. O resultado representa um aumento de 4,1% na comparação com a safra 2020, que foi o melhor resultado da série histórica da pesquisa. Os dados foram revelados pelo quinto Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), referente ao último mês de maio, realizado pelo IBGE e sistematizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).

As áreas plantada e colhida ficaram ambas estimadas em 3,18 milhões de hectares (ha), o que corresponde, nas projeções do IBGE, a uma expansão de 2,2% na comparação interanual. Dessa forma, a produtividade média estimada para a safra de grãos, no estado, foi de 3,28 t./ha, 1,9% inferior à do ano passado.

A soja, cuja fase de colheita está em fase de conclusão, teve a estimativa revisada para 6,8 milhões de toneladas – a maior da série histórica do levantamento –, alta de 12,6% em relação a 2020. A estimativa da área plantada soma 1,7 milhão ha., que supera em 4,9% a de 2020, e o rendimento médio esperado da lavoura é de 4,0 t./ha.

A produção de algodão (caroço e pluma), em 2021, manteve-se projetada em torno de 1,2 milhão de t., que representa retração de 16,5% na comparação anual. A previsão de área plantada está em 266 mil ha, recuo de 15,6% na mesma base de comparação.

A expectativa para as duas safras anuais de milho totalizou 2,5 milhões de toneladas em 2021, o que corresponde ainda a uma retração de 3,1% na comparação anual. Com relação à área plantada (670 mil ha), o IBGE indica uma expansão de 7,5% sobre 2020.

Na atual temporada, a produção total de feijão deve somar 202 mil t., o que implica um recuo 30,3% em relação a 2020. Apesar disso, o levantamento revela uma área plantada (417 mil ha.) 1,7% inferior à verificada no ano passado. A má distribuição de chuvas é possivelmente o principal determinante do resultado da lavoura, cuja produção é predominantemente em área não irrigada.

Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estima 5,4 milhões de t., alta de 5,8% em relação à safra anterior. A estimativa de cacau ficou projetada em 110 mil t., queda de 6,8% na comparação com 2020.

A estimativa deste ano para o café ficou em 218,2 mil t., 11,3% abaixo da produção verificada no ano passado. A safra do tipo arábica ficou projetada em 92 mil t., variação negativa anual de 23,7%, e a da canéfora, em 126,2 mil t., correspondendo a um ligeiro aumento de 0,5%, na mesma base de comparação.

As estimativas para as lavouras de banana (878,5 mil t.), laranja (634,3 mil t.) e uva (52,3 mil t.) registraram, respectivamente, variações positivas de 3,4%, 0,2% e 15,3%, em relação à safra anterior.

As projeções ainda indicam uma produção de 861,5 mil t. de mandioca, 10,5% inferior à de 2020. A batata-inglesa teve sua produção estimada em 327 mil toneladas, crescimento interanual de 4,1%. O tomate teve queda nas projeções (13,7%), que ficaram estimadas em 208,2 mil toneladas.

A mulher foi autuada por tráfico de drogas e permanece à disposição do Poder Judiciário

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Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante ontem (4.mar), quando tentou entrar na Delegacia Territorial (DT) de Santa Maria da Vitória, transportando maconha dentro de raízes de mandioca.

O companheiro da flagranteada está custodiado na unidade e o material, já encaminhado à perícia, foi localizado durante a revista.

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Projeto busca minimizar danos ao meio ambiente causados por agrotóxicos

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O estudante Iran de Oliveira, do Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira, em Ilhéus, fez uma constatação curiosa enquanto observava diversas formigas cortando as plantas que eram cultivadas na horta de seu pai: elas ficavam longe das folhas de mandioca que permaneciam intactas.

Foi a partir desta constatação que Iran decidiu investir seus esforços em pesquisas relacionadas ao fato e descobriu que a planta possui uma substância chamada ácido nítrico (HCN) que pode servir de repelente para diversos insetos. O garoto decidiu aplicar sua descoberta em uma solução a ser utilizada por agricultores para que possam proteger suas plantações sem poluir o meio ambiente.

De acordo com Iran, o objetivo de desenvolver este inseticida é torná-lo um produto mais barato e de fácil acesso, para que os agrotóxicos se tornem cada vez menos presentes no dia a dia dos agricultores.

“Nosso grupo espera ajudar diversos trabalhadores a manter suas plantações, estimulando o empreendedorismo social como chave para a oportunidade de melhoria de vida. A forma que encontramos para alcançar esta meta é baseada no manejo sustentável de recursos naturais e na criatividade para fornecer produtos e serviços que possibilitem mais conforto na rotina dessas pessoas, além de atuar na preservação e reduzir os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente”.

Para a orientadora do trabalho, a professora Margarete de Araújo, o crescimento das mudas e o aumento de temperaturas podem levar ao surgimento de muitos insetos, como, por exemplo, as formigas.

“Esses animais são essenciais para o meio ambiente, mas por se tratar de insetos muito organizados e populares, eles aparecem nas hortas, em colônias, podendo se tornar uma praga e destruir a vegetação. Como alternativa para este problema, temos os inseticidas naturais. Produzido a partir de plantas, com o propósito de não permitir que as pragas criem resistência, esse tipo de inseticida é mais seguro para o meio ambiente e para a saúde da população. Na nossa receita, utilizamos somente folha da mandioca, etanol, água, óleo de soja e vinagre”.

Ainda segundo Margarete, todas as etapas propostas no plano de pesquisa foram realizadas e o processo de produção será refeito no laboratório da escola assim que as aulas, interrompidas pela pandemia de Covid-19, voltarem, pois com o resultado da análise de pH já foi possível verificar que o inseticida produzido se encontra dentro dos padrões de eficácia.

“O produto agiu sobre as formigas e lagartas, eliminando-os sem danificar a planta”. Além disso, o projeto está entre os finalistas da 19ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Universidade de São Paulo (USP), em uma grande mostra de projetos. O evento busca estimular novas vocações em ciências e engenharia através do desenvolvimento de projetos criativos e inovadores para aproximar as escolas públicas e privadas das universidades. 

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