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ANÁLISE❗ Corrida ao Governo da Bahia caminha para uma disputa polarizada, voto a voto, entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto

Bahia caminha para eleição voto a voto entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto // 📷 Imagem gerada por IA.

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POR MATHEUS VITAL | O pódio da política baiana tem endereço conhecido: o Palácio de Ondina. A cerca de 60 dias da eleição, a corrida entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (UB) apresenta um cenário que tende a ser decidido “palmo a palmo”. Ou, na linguagem das urnas, “voto a voto”, em que pequenos movimentos podem produzir grandes consequências.

Em 2010, Jaques Wagner, e Rui Costa, em 2018, caminharam para a reeleição na liderança das pesquisas. Jerônimo, entretanto, enfrenta um contexto distinto. As pesquisas registradas na Justiça Eleitoral têm mostrado um quadro de equilíbrio ou, em alguns levantamentos, vantagem para ACM Neto. Isso não determina o resultado da eleição, mas conta bastante.

A estratégia petista continua ancorada em uma jogada conhecida: o presidente Lula, que já esteve cinco vezes na Bahia ao longo de 2026, reforçando a associação política entre Lula/Jerônimo. Contudo, o governador tenta defender sua gestão em áreas sensíveis, mas enfrenta o desgaste provocado pelos indicadores da segurança pública, pela persistência da fila da regulação na saúde e pelos desafios da educação. São temas explorados diariamente pela oposição.

Do outro lado, ACM Neto chega à campanha tentando corrigir os erros de 2022. A recomposição da aliança com João Roma (líder do PL) encerrou a principal divisão da direita baiana. Além disso, Neto reconheceu publicamente equívocos da última eleição e trouxe o prefeito de Feira, José Ronaldo, para atuar como conselheiro político da campanha.

A eleição tende a ser decidida no “gota a gota”. Jerônimo trabalha para associar ACM Neto ao campo anti-Lula. Já Neto aposta no movimento “da gravidade”: na ideia de que é possível votar em Lula para presidente e nele para governador. Declarações de lideranças municipais favoráveis à combinação “Lula/Neto”, como as do ex-prefeito de Jacobina, Tiago Dias, e do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, ilustram essa estratégia.

Faltam pouco mais de dois meses para a Bahia escolher quem ocupará a cadeira de governador do estado entre 2027 e 2030. Até lá, a diferença tende a estar na capacidade de conquistar cada voto, um a um.

Matheus Vital é editor de política do Pauta Blog.

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