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Não existem estudos que comprovem eficácia do remédio // Foto: Divulgação/Prefeitura de Itajaí

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A farmacêutica Merck, responsável pela fabricação da ivermectina, afirmou que não existem evidências sobre a eficácia do medicamento contra a Covid-19. Segundo a empresa, cientistas continuam a examinar as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes sobre o efeito da remédio contra a doença causada pelo coronavírus, mas, até o momento, não há nenhuma base científica que aponte efeitos positivos em pacientes.

A ivermectina é um vermífugo usado para promover a eliminação pelo corpo de vários parasitas. É um medicamente aprovado para o tratamento oncocercose, elefantíase, pediculose, ascaridíase e escabiose.

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Estudo vai recrutar cerca de 3,8 mil voluntários em diversos países // Foto de Rovena Rosa/Agência Brasil

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Em conjunto com centros de pesquisa de diversos países, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aderiu ao estudo para testar a eficácia de vacina contra o vírus HIV, que interfere na capacidade do organismo de combater infecções. Trata-se do estudo Mosaico, que vai avaliar dois imunizantes projetados para fornecer proteção contra diferentes variedades do vírus em todo o mundo.

O professor da Faculdade de Medicina Jorge Andrade Pinto, coordenador do Grupo de Pesquisa em HIV/Aids em Crianças, Adolescentes e Gestantes e responsável pelos testes em Minas Gerais, explicou em vídeo para a UFMG as características da vacina e das etapas da pesquisa.

“O estudo Mosaico é um estudo de fase três de eficácia, que busca responder às seguintes perguntas: a vacina nessa população é segura? Há algum desconforto ou reação adversa? A vacina é capaz de produzir uma resposta imune, efetiva e protetora contra o HIV? E por último se essa vacina é, portanto, capaz de prevenir infecção na população vacinada?”.

O coordenador do estudo explicou ainda qual é o tipo de imunizante. “São duas vacinas, uma vacina é de vetor viral contendo um vetor que é o adenovírus, em que são inseridos os componente imunogênicos do HIV, e uma vacina de proteína – de sequências proteicas do HIV”.

Segundo Pinto, o estudo de fase três é um estudo duplo cego. “Nem a pessoa que está recebendo, nem a pessoa que aplica a vacina sabe qual está recebendo. Um grupo será vacinado e outro recebe um placebo, que é uma substância inerte que serve como grupo de comparação”.

No Brasil, a pesquisa vai recrutar participantes em cinco capitais. Além de Belo Horizonte, por meio da Faculdade de Medicina da UFMG, o ensaio clínico será realizado em São Paulo (Hospital das Clínicas da USP), no Rio de Janeiro (Fiocruz e Hospital Geral de Nova Iguaçu), em Manaus (Fundação Medicina Tropical) e Curitiba (Centro Médico São Francisco).

O estudo é parte de iniciativa desenvolvida pela HIV Vaccine Trials Network (HVTN) – financiada pela farmacêutica Janssen – e pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos. Serão 3,8 mil recrutados homens gays ou bissexuais e pessoas transgênero entre 18 e 60 anos, HIV negativo, não usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) e que não apresentem comorbidades que contraindiquem o uso da substância a ser testada.

“Este é um estudo de longa duração, de cerca de 3 anos de acompanhamento, então é necessário que os voluntários que estejam interessados estejam dispostos também a permanecer neste segmento por esse período. O estudo mosaico será realizado no Brasil e também nos Estados Unidos, na América Latina, na Europa e busca, com isso, refletir a diversidade geográfica do vírus HIV”, finalizou o coordenador do estudo no Brasil.

Os interessados em participar do ensaio e obter outras informações podem entrar em contato pelo e-mail mosaico.minasgerais@gmail.com ou pelos telefones/WhatsApp (31) 99216-0407 e (31) 99331-3658.

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A P.1 é derivada de uma das variantes predominantes no País, a B.1.1.28. O potencial de transmissão dela pode ser maior por causa da mutação N501Y, presente nas variantes identificadas no Reino Unido e na África do Sul

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O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) identificou, nesta sexta-feira (5), a circulação da mesma linhagem do SARS-CoV-2 (Covid-19) presente em Manaus e que é considerada mais infecciosa.

Das 32 amostras sequenciadas geneticamente, dez apresentaram a variante denominada P.1, sendo esses os primeiros registros oficiais de que a mutação teria chegado à Bahia.

A diretora geral do Lacen-BA, Arabela Leal, destaca que: “os outros 22 genomas sequenciados não são da variante de Manaus, nem do Reino Unido ou África do Sul. Elas já eram circulantes no estado e foram coletadas de pacientes com sintomas clínicos característicos da Covid-19”, explica.

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A unidade funcionará apenas internamente

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A Prefeitura de Itabuna, informa aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) locais e de municípios pactuados, que não haverá expediente ao público na Centro de Regulação na Avenida Inácio Tosta Filho, no centro, na segunda-feira, dia 8. A unidade funcionará apenas internamente.

A Coelba anunciou que vai interromper o fornecimento de energia elétrica, temporariamente, das 9h às 14 horas, em partes do bairro Santo Antônio atingindo os seguintes locais: avenidas Amelia Amado e Inácio Tosta Filho, Ruas 4, Adolfo Moura, Anchieta, Arueira, C, Osvaldo Cruz, Pau Brasil, Pirajá, e travessas 2, José Coelho e Nogueira.

Nesta sexta-feira, dia 5, serão vacinados os profissionais de saúde das clínicas particulares que ainda não foram imunizados

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Cerca de 150 idosos com mais de 90 anos foram imunizados contra a Covid-19 na manhã desta quinta-feira, dia 4, em Itabuna. A maioria expressou o sentimento de gratidão. Quase centenária, mas ainda muito lúcida e comunicativa, Dona Egídia Ferreira, 97 anos, não escondeu sua felicidade em receber a primeira dose da vacina.

“É uma alegria indescritível. Já vi muita coisa e agora estou presenciando este momento histórico. Estou muito feliz”, comentou. Muito emocionada, Dona Clemilda Cordier, 90 anos, disse que estava isolada dos familiares, mas que depois da segunda dose da vacina se sentirá mais tranquila para voltar ao convívio de todos.

A Secretaria Municipal de Saúde disponibilizou 980 doses da vacina para ser aplicada nesta quinta-feira nos idosos com mais de 90 anos. Foram quatro pontos de vacinação, pelo sistema drive-thru, ou seja as pessoas não descem dos carros: Praça do Rotary, no bairro Góes Calmon; Centro de Saúde José Maria de Magalhães Neto (antigo Ses) no Centro; Praça Antoninho Queiroz, no bairro de Fátima; e em frente a Faculdade Santo Agostinho (Fasa), no Nova Itabuna.

“Estamos aguardando uma nova remessa de vacinas pela Secretaria de Saúde da Bahia. Assim que isso acontecer, daremos prosseguimento à imunização dos idosos com mais de 90 anos e dos profissionais de saúde”, informa a diretora da Rede de Frio, Camila Brito.

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O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (LACEN/BA), que é a terceira maior unidade de vigilância laboratorial do país e classificado na categoria máxima de qualidade pelo Ministério da Saúde, realizou o sequenciamento de 48 genomas do SARS-CoV-2 (Covid-19), identificando a circulação de seis linhagens diferentes de coronavírus. Com o investimento superior a R$ 20 milhões nos últimos anos pelo Governo do Estado, a unidade agora se torna referência nacional para fazer o sequenciamento genético de amostras da Bahia e de outros cinco estados (Sergipe, Alagoas, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte).

De acordo com o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, “nenhuma delas refere-se aos tipos encontrados em Manaus, África do Sul ou Reino Unido, que são cepas mais contagiosas. As análises contemplam amostras dos cinco últimos meses e demonstram que a vigilância estadual está ativa, possibilitando avaliar a dispersão do vírus no estado e investigar novas linhagens. Os seis diferentes tipos de coronavírus encontrados são subtipos do SARS-CoV-2 e não detectamos um risco aumentado para estas linhagens”, afirma Vilas-Boas.

A diretora geral do Lacen-BA, Arabela Leal, destaca que as amostras foram baseadas na representatividade de todas as regiões geográficas do estado. “Os 48 genomas sequenciados são provenientes de 25 municípios da Bahia, sendo que todos os pacientes tinham sintomas clínicos característicos, como dificuldade de respirar, cansaço, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou pneumonia, bem como eram casos suspeitos de reinfecção e óbitos”, explica a diretora geral.

O secretário ressalta que novos sequenciamentos genéticos estão em curso. “Amanhã (5) teremos o resultado de 32 novas amostras, sendo 11 de pacientes que estiveram em Manaus”, destaca o titular da pasta da Saúde da Bahia.

TÉCNICA
As amostras são encaminhadas ao departamento de biologia molecular do Lacen-BA, onde todo o processo de sequenciamento genômico dura cerca de uma semana. Antes de passar pelo equipamento Ion GeneStudio S5 Plus, desenvolvido com tecnologia de sequenciamento NGS, de última geração, as amostras passam pelo processo de extração e são novamente testadas pelo método RT-PCR, para identificar se a preservação do vírus é satisfatória.

Uma vez validada a amostra, elas seguem para a máquina de sequenciamento. Nas últimas análises, os genomas sequenciados apresentaram cobertura superior a 95% do genoma total. Por solicitação do Ministério da Saúde, a Bahia realizará 300 sequenciamentos genéticos em quatro meses.

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Estudante do curso de Ciências Biológicas, Lucas Palmeira também integra o grupo de pesquisadores do estudo

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Por que as mutações do Covid-19 têm tido uma atenção maior? De que forma essas variações podem afetar a doença nas pessoas? Como a Uesb pode contribuir com esse cenário? Essas perguntas podem ser respondidas pela pesquisa que está sendo realizada na Uesb, pelo professor do Departamento de Ciências Biológicas, Bruno Andrade, no campus de Jequié.

Atualmente, uma das maiores preocupações da pandemia são as mutações do Covid-19. Conforme pontua o professor, as mutações, por si só, já são muito comuns em vírus, pois elas permitem que eles gerem novas cepas e continuem infectando novos hospedeiros, mesmo que esses já tenham gerado imunidade por uma cepa anterior. No caso do novo coronavírus (SARS-CoV-2), a grande preocupação tem sido a aceleração desse processo, pois ele contém um tipo de material genético mais frágil e susceptível a mutações.

Intitulado “Estudos in sílico e in vitro para busca de potenciais fármacos contra o SARS-CoV-2”, o trabalho vem sendo realizado no Laboratório de Bioinformática e Química Computacional, campus de Jequié. A proposta consiste em identificar essas variações significativas na proteína Spike do SARS-CoV-2 (Coronavírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave 2), ou seja, as variantes que possam ser usadas para o desenvolvimento de novas vacinas recombinantes para gerar imunidade.

De acordo com Andrade, estão sendo analisadas em torno de 180 mil genomas do coronavírus com o objetivo de identificar as mutações mais significativas e, com isso, propor um novo epítopo viral (partícula que gera a imunidade). “Com a geração de novas drogas que possam bloquear a atividade dessas proteínas, inclusive nas cepas mutantes, os indivíduos infectados podem ser impedidos de desenvolverem outras doenças para essas novas cepas”, explica.

IMPACTO SOCIAL
As variações da cepa podem interferir, significativamente, nos sintomas, permitindo manifestações mais brandas ou graves. “Assim como podem surgir mutantes menos infecciosos, com menor poder de virulência, podem surgir formas virais mais agressivas, causando tanto um maior poder de infeção e dispersão na população”, pontua o pesquisador. Por isso, conhecer as mutações e minimizar seus efeitos é urgente para evitar uma nova pandemia, caso “não tenhamos métodos efetivos de vacinação e tratamento”, complementa Andrade.

Estudante do curso de Ciências Biológicas na Uesb, Lucas Palmeira também integra o grupo de pesquisadores do estudo. Segundo o discente, “mutações no material genético dos vírus podem levar, por exemplo, a uma maior resistência à ação dos fármacos e, até mesmo, podem implicar no desenvolvimento de diferentes vacinas para diferentes variantes de um mesmo vírus”.

A pesquisa já identificou 91 mutantes para a proteína do Spike do vírus, distribuídos nos continentes africano, asiático, americano, europeu, além da Oceania. Em breve, pretende-se desenvolver uma molécula para ser utilizada em produtos de limpeza ou cosméticos, bem como a realização de testes com as proteínas para futuras vacinas.

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Ramon Nogueira saiu muito emocionado

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A saída de mais um paciente da UTI Covid do Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna, foi muito comemorada, na manhã desta quinta-feira (4). Desta vez quem concluiu uma etapa do tratamento foi o advogado Ramon Nogueira, de 57 anos, que recebeu alta hospitalar depois de ficar 7 dias internado por causa da doença.

Muito emocionado, Ramon Nogueira recebeu das mãos do provedor da Santa Casa de Itabuna, o também advogado Francisco Valdece, o certificado de etapa vencida. O ato foi acompanhando por familiares e profissionais da Unidade Covid, que vibraram juntos nesse momento de renovação da esperança de dias melhores para o paciente.

Filho do advogado, Ramon Nogueira Júnior se emocionou ao constatar a evolução no quadro de saúde de seu pai e também vê-lo deixar a UTI Covid do Hospital Calixto Midlej Filho. Depois de dias de angústia, a família agora comemora por levar Nogueira de volta para o seu lar. O paciente seguirá em isolamento domiciliar, com o monitoramento da Vigilância Epidemiológica de Itabuna.

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Vereadora quer reestruturação do SUS

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Em sua primeira participação em uma Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Itabuna, a vereadora Wilmaci Oliveira (PCdoB) defendeu como estratégia de combate ao coronavírus a recuperação e reestruturação do SUS (Sistema Único de Saúde).

“Infelizmente nossos postos de saúde encontram-se em situação precária, com falta de insumos básicos e ambiente insalúbre. A recuperação da infraestrutura das unidades de saúde e valorização dos profissionais de saúde devem ser partes integrantes da estratégia de enfrentamento à pandemia”, afirmou Wilma.

Reconheceu a importância da instalação do Comitê de Enfrentamento à Crise e protocolou na Secretaria Parlamentar o pedido para a realização de uma Sessão Plenária para discutir o Plano Municipal de Contigenciamento do Coronavírus, bem como o Plano de Imunização em relação às vacinas.

“Itabuna passa por uma situação extremamente delicada, com o aumento do número de casos de covid-19, o que requer do poder público e da sociedade uma união de esforços com o objetivo de diminuir a curva crescente desta contaminação”, ponderou Wilma.

Prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD) e o governador da Bahia, Rui Costa (PT)

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O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD), comemorou nesta quinta-feira (4) a decisão da Anvisa que anunciou medidas para agilizar e facilitar o processo de aprovação dos imunizantes contra a Covid-19 no Brasil.

O órgão não vai exigir o teste 3, antes obrigatório, da vacina Sputinik V, da Rússia. O prefeito Mário Alexandre (PSD) parabenizou Rui Costa (PT) por sua atitude firme e perseverante na busca da autorização dos imunizantes para os baianos. A Procuradoria do Geral do Estado da Bahia ingressou com um pedido liminar e emergencial junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para compra da vacina Sputnik.

Em suas redes sociais, Rui Costa disse que segue confiante no STF e na ciência para que vidas sejam salvas.

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