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Criança foi baleada em Ilhéus e levada para o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna

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A criança de apenas 10 anos de idade que foi baleada erroneamente durante uma troca de tiros entre facções criminosas rivais no Bairro Nossa Senhora da Vitória, em Ilhéus, ontem (5.janeiro), ainda não foi submetida à cirurgia.

A vítima foi socorrida e levada para o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna. Uma fonte ligada ao Pauta Blog afirma que conversou com os familiares da criança na tarde de hoje (6.janeiro) e eles não souberam dizer o porquê ela ainda não foi operada sendo que o primeiro hospital para onde a vítima foi levada, em Ilhéus, informou que era necessário realizar uma cirurgia no osso. Ainda de acordo com a família, a criança está sentindo muitas dores.

Nós tentamos manter contato telefônico com a assessoria de comunicação da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, mas nossas ligações e mensagens não foram respondidas. O Pauta Blog deixa o espaço aberto para que a unidade hospitalar se pronuncie sobre o caso.

NOTA DO HOSPITAL MANOEL NOVAES, ÀS 15H40MIN, DE QUINTA (6) ⤵️
A criança chegou aqui na madrugada, foi prescrita por Dra Hanna Maria Araújo Argolo às 03:51, ou seja, não está aqui desde ontem. Está internada no PS. Foi avaliada pela cirurgiã pediátrica e aguarda avaliação da Ortopedia. Fratura de fêmur não é procedimento cirúrgico. A menina está bem e não precisa de cirurgia, por isso não foi operada.

NOTA DO HOSPITAL MANOEL NOVAES, ÀS 9H17MIN, DE SEXTA (7) ⤵️
Sobre o caso da menina do município de Ilhéus que os pais estavam questionando. Está no centro cirurgico para limpar a fratura do fêmur. Menos de 24 horas do internamento e já está com problema resolvido.

ATUALIZAÇÃO ÀS 15H54MIN, DE HOJE (6) ⤵️
Segundo a família, a constatação da necessidade de intervenção cirúrgica aconteceu no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus, para onde a criança foi levada inicialmente.

ENTENDA O CASO ⤵️

Quinteto suspeito de balear criança é capturado com submetralhadora em Ilhéus

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O surto de gripe que atinge diversas regiões da Bahia está gerando uma corrida pelo atendimento no Hospital Manoel Novaes. A unidade tem recebido pacientes, inclusive de Ilhéus, que recentemente inaugurou o Hospital Materno-infantil Joaquim Sampaio. O número de atendimentos no Novaes, em Itabuna, teve um aumento significativo no mês de dezembro, em relação a novembro.

Neste mês, a média tem sido de 140 atendimentos médicos diários no único hospital materno-infantil em funcionamento da cidade. Em novembro, uma média de 70 pacientes buscaram os serviços médicos. “Mas quase 40% dos pacientes que passaram por aqui em dezembro deveriam buscar atendimento no serviço básico de saúde. Por isso, houve uma sobrecarga na nossa urgência e emergência”, explica a diretora técnica do HMN, a médica Fabiane Chávez.

No último dia 17, por exemplo, foram registrados 140 atendimentos no Pronto Socorro do HMN, mas somente seis crianças precisaram ficar internadas. Mais de 90% dos atendimentos classificados como verde e azul, não deveriam ser levados para unidade hospitalar. Nos últimos dois meses, a média de 84% dos atendimentos em pediatria pelo SUS estão na classificação verde e azul.

Para a médica Fabiane Chávez, é necessário que seja estabelecido logo um fluxo para evitar um caos no HMN. É preciso ainda que seja feita uma campanha para orientar a população quando realmente for necessário procurar o atendimento nesta unidade. Diante disso, nesta quarta-feira (22), o diretor administrativo da Santa Casa de Itabuna, Wagner Alves, enviou carta à secretária de Saúde do município.

Conforme declara o diretor, a capacidade e estrutura do HMN não são infinitas, e que cada paciente levado para a unidade, sem preencher os requisitos para os serviços de urgência e emergência, atrasa o atendimento para quem realmente necessita de um leito para internamento. “É uma situação muito delicada que precisamos resolver com urgência. Até pacientes que deveriam ser atendidos em outros municípios estão sendo enviados para o Novaes”.

Além do aumento de casos de gripe, Wagner Alves completa que nesse período do ano, tradicionalmente, aumenta a procura pelos serviços no HMN, principalmente por se tratar de um período de recesso dos profissionais da rede básica de saúde dos municípios.

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Os estoques de leite humano estão em baixa no Banco de Leite do Hospital Manoel Novaes, da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. A queda nas doações do produto mais indicado para alimentação dos bebês nos primeiros meses de vida é comum no período de dezembro a fevereiro porque muitas mães viajam. O mínimo necessário é de, pelo menos, 70 litros/mês, mas em novembro foram coletados apenas de 19 litros.

As mães que desejam contribuir para mudar essa realidade de estoque muito baixo podem entrar em contato pelo telefone (73) 3214-4346 ou procurar o Banco de Leite Humano, que funciona no anexo do Hospital Manoel Novaes, de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas. A unidade atende a pacientes mais de 120 municípios baianos.

O processo para tornar-se doadora é muito simples. Basta apresentar a carteira de identidade e exames pré-natal (sorologia). Uma vez cadastrada, a doadora não precisará dirigir-se mais ao Banco de Leite, porque a coleta pode ser feita na residência dela todas às segundas-feiras. A coleta do leite na casa da voluntária é feita por uma equipe do 4º Grupamento de Bombeiros Militar da Bahia.

Para que ocorra a coleta domiciliar com produto classificado como bom para o consumo, o leite deve ficar armazenado no recipiente fornecido pelo Banco de Leite. “Essa parceria com os Bombeiros tem possibilitado que a coleta seja feita em todas as regiões da nossa cidade”, afirma a enfermeira Bianca Baleeiro, responsável técnica pela unidade, que atua na execução das atividades de coleta, seleção, classificação, processamento e controle de qualidade e distribuição do leite materno.

A enfermeira explica que o leite materno coletado é destinado a alimentar bebês prematuros e/ou de baixo peso internados em leitos da Unidade de Terapia Intensivo Neonatal do Manoel Novaes. “O leite materno é fundamental para salvar a vida dos bebês internados nas nossas unidades. A doação significa um ato de generosidade. Hoje, temos vários prematuros aguardando um pouco de leite humano. Portanto, se puder doe”, ressalta Bianca Baleeiro.

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Coletas realizadas pelos bombeiros correspondem a 70% do estoque de leite do Hospital Manoel Novaes

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A parceria entre o 4º Grupamento de Bombeiros Militar de Itabuna e o Hospital Manoel Novaes continua e o projeto “Bombeiro Amigo do Peito” é muito importante para a manutenção do estoque do banco de leite da unidade. Atualmente, as coletas realizadas pelos bombeiros correspondem a 70% do estoque de leite do hospital.

O leite materno é rico em anticorpos produzidos pela mãe e, por isso, é capaz de gerar defesas no organismo do bebê. Até os seis meses de vida, o leite é capaz de suprir todas as necessidades nutricionais da criança, evitando inúmeros problemas de saúde.

Uma criança amamentada adequadamente está protegida contra alergias, infecções, problemas como diarreias, pneumonias, otites e meningites. Além disso, a amamentação ajuda no desenvolvimento dos ossos e fortalece os músculos da face, facilita o desenvolvimento da fala, regula a respiração e previne problemas na dentição.

De acordo com o Tenente Coronel Manfredo, comandante do 4º GBM, o incentivo ao aleitamento ajuda a salvar vidas: “Esse projeto Bombeiro Amigo do Peito é de suma importância para a sociedade, principalmente aqui na região, onde ele corresponde a 70% do estoque de leite materno do Banco de Leite do Hospital Manoel Novaes. Com certeza, nós estamos não só e, principalmente, salvando vidas, como também fazendo com que essas crianças prematuras tenham acesso ao leite materno”.

As mães que tenham interesse em contribuir para a continuidade desse projeto tão importante, devem entrar em contato com o 4º GBM ou com o Banco de Leite do Hospital Manoel Novaes. Doar leite humano é doar vida e saúde às crianças da nossa sociedade!

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O Hospital Manoel Novaes acaba de implantar o Procolo de Cirurgia Segura, que tem como base a lista de verificação desenvolvida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e usada por hospitais de referência no Brasil. O novo checklist cirúrgico visa reduzir o risco de eventos adversos durante cirurgias e partos, além de viabilizar o nascimento seguro na única unidade materno-infantil em Itabuna.

O Protocolo de Cirurgia Segura, conforme a diretora técnica do HMN, a médica Fabiane Chávez, deveria ser implantado ano passado, mas o surgimento do novo coronavírus adiou os planos. Ela destaca os ganhos com o protocolo. “O checklist para reduzir a possibilidade de danos ao paciente faz parte dos seis pilares da Segurança do Paciente, e traz ainda mais tranquilidade para os profissionais envolvidos nos procedimentos cirúrgicos”.

As seis metas da Segurança do Paciente são: identificar o paciente corretamente, melhorar a eficácia da comunicação, melhorar a segurança dos medicamentos de alta vigilância, assegurar cirurgias com local de intervenção correto, reduzir o risco de infecções associadas a cuidados de saúde e diminuir o risco de danos ao paciente, decorrente de quedas.

Doado pelo Plansul, o carrinho elétrico será usado pelos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos particulares

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Um projeto pioneiro no Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, no sul da Bahia, busca aliviar a tensão dos pais e das crianças internadas na unidade. A partir de agora, os pacientes que quiserem, serão transportados dos leitos para o centro cirúrgico em um carrinho elétrico de brinquedo, numa “viagem” divertida e descontraída. Filha de dona Josilane Gonçalves de Sousa, a pequena Laura Gonçalves dos Santos, paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), foi a primeira paciente usar o veículo.

A diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, a médica pediatra Fabiane Chávez, explica que o Projeto Condutores da Alegria integra o programa de humanização implantado na unidade, que oferece assistência por meio de ações que minimizem situações traumáticas e estressantes para as crianças, por ser um lugar fora da rotina delas. “Às vezes, o ambiente hospitalar é desconfortável. O passeio de carrinho pelos corredores faz com que as crianças sintam-se mais seguras”.

O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Francisco Valdece, observa que o momento lúdico faz até a criança se esquecer que está indo para uma sala de procedimento cirúrgico. “Essa humanização nos procedimentos é uma das prioridades nos nossos hospitais, principalmente no Manoel Novaes, que é uma unidade materno-infantil. Temos hoje uma brinquedoteca e uma sala de tomografia ambientada para o público infantil. Essas e outras iniciativas são para deixar o ambiente mais aconchegante e acolhedor”.

“A VIAGEM”
Os carrinhos são usados para transportar pequenos pacientes das enfermarias para o centro cirúrgico e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “O projeto foi idealizado pela Gerência de Enfermagem em parceria com o Núcleo de Segurança do Paciente e Comunicação Institucional, seguindo exemplo de outros hospitais referência, que já usam os carrinhos para transporte de pacientes dos leitos para procedimentos cirúrgicos e exames”, explica a gerente de enfermagem de HMN, Luciana Nobre.

A gerente disse ainda que o objetivo é montar uma pequena frota de carrinhos elétrico para atender um maior número possível de pacientes. “Estamos promovendo o primeiro passeio no carrinho hoje, mas estamos trabalhando conseguir a doação de outros para aumentar essa opção para os nossos pacientes. É maravilhoso perceber a felicidade da criança ao entrar no veículo”.

“A gente está trazendo uma humanização para um momento que, muitas vezes para a criança, é de apreensão e medo. Por isso, buscamos uma maneira de deixar a criança descontraída e transformar o pré-operatório em momento mais alegre dentro do possível”, relata o vice-provedor da SCMI, Antônio Augusto Monteiro, que também é médico auditor do Plansul. O projeto Condutores da Alegria, foi lançado junto ao protocolo de transporte seguro de pacientes do Manoel Novaes.

Fisioterapeuta Lorenna Alves, mãe de Liz

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Um projeto de humanização tem sido um bom aliado na recuperação de bebês prematuros internados nos leitos das unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Canguru do Hospital Manoel Novaes (HMN), em Itabuna. Implantado há pouco mais de cinco meses, o “Mãe Acompanhante” possibilita que as mamães fiquem maior tempo mais próximas de seus filhos, amamentando, dando carinho e acompanhando a assistência da equipe multidisciplinar da unidade.

Entre as mães que participam do projeto está a fisioterapeuta Lorenna Alves dos Santos, moradora do bairro da Conquista, em Ilhéus. A mãe de Liz, de 2.380 kg, aprovou a iniciativa do hospital pediátrico. “Não sei como estariam as nossas vidas se eu tivesse que passar o dia inteiro longe dela. Certamente eu ficaria aflita e ansiosa para saber, o tempo todo, informações sobre a minha filha”. A pequena Liz nasceu no dia 30 de abril.

“Mãe de primeira viagem”, Lorenna afirma que a experiência de participar do projeto é enriquecedora e que o desenvolvimento da bebê está sendo espetacular. A fisioterapeuta conta que o resultado está superando a expectativa da família. “Ficamos juntas por mais tempo. Isso tem contribuído para que a revolução dela ocorra de maneira mais rápida”, acredita. Ela se desloca de Ilhéus para Itabuna todos os dias da semana.

Quem também fez questão de ficar mais tempo perto da filha foi Eliana Queiroz da Cruz, moradora do Parque Verde, em Itabuna. Desde o dia 28 de abril que a mãe da pequena Iarley, que pesa 2.772kg, chega à unidade por volta das 8h para passar a maior parte do dia ao lado da pequena. “Deixo a unidade no início da noite, às 18h, com o coração partido. A saudade seria ainda maior se tivesse de passar mais tempo longe da minha bebê”, conta.

Eliana Queiroz da Cruz, moradora do Parque Verde

RESTABELECER VÍNCULO
A diretora técnica do HMN, a médica Fabiane Chávez, explica que o projeto ajuda a restabelecer o vínculo do bebê com a mãe, que foi temporariamente desfeito pelo fato dele ser prematuro ou por outra complicação de saúde que precise de internação na UTI Neo Neonatal. “Quando a mãe pode ficar com o filho em recuperação, o vínculo é refeito e a alta médica acaba sendo muito mais rápida”, observa.

A médica afirma que já foi comprovado cientificamente que os bebês ganham peso mais rápido quando estão juntos das mães, que cuidam da alimentação, dando banho e trocando fralda. “Para os bebês e toda a família é reconfortante que as mães estejam acompanhando o progresso dos filhos. Esse processo é muito gratificante para a nossa equipe também, pois o foco aqui é prestar assistência de qualidade aos pacientes. Toda a vez que melhoramos a assistência para eles, estamos melhorando as nossas condições de trabalho também”, avalia.

Fabiane Chávez explica que não existe restrição para ingresso das mães no projeto de humanização. Elas só precisam ter disponibilidade de tempo para ficar ao lado dos bebês, que necessitam estar estáveis para a inclusão. “Mas o nosso plano é aumentar o número de participantes, com a inclusão de bebês que precisam de cuidados maiores por causa da gravidade no quadro de saúde. Estamos esperando somente que melhore essa situação da pandemia do novo coronavírus. A expectativa é que isso ocorra no próximo ano”.

De acordo com a psicóloga da UTI Neonatal do HMN, Thatyanna Rodrigues, o projeto tem ferramentas que contribuem para o fortalecimento do vínculo afetivo com o recém-nascido, reduzindo o estresse parental e familiar. “Além de preparar os pais para os cuidados com o recém-nascido e buscar neutralizar os efeitos decorrentes da separação”, detalha a profissional. As mães que participam do projeto ficam das 8 às 18h, todos os dias da semana, e têm direito a todas as refeições do dia.

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O número de partos normais acompanhados por enfermeiros obstetras disparou nos últimos dias no Hospital Manoel Novaes (HMN), que em fevereiro voltou a atender, de “portas abertas”, moradores de Itabuna e outros sete municípios do sul da Bahia. A quantidade de mulheres que teve filhos sem intervenção cirúrgica na unidade hospitalar saltou de 121, em fevereiro, para 143, em março. Neste mês de abril já são 121 partos normais, número maior que o registrado no mesmo período de 2020, que teve 97 procedimentos desse tipo.

Entre as pacientes submetidas ao parto normal no Manoel Novaes neste mês está Milena dos Santos Alves, moradora da Fazenda Boqueirão, em Itabuna. Mãe de primeira viagem, ela aprovou o procedimento apoiado por um enfermeiro obstetra. “Foi um parto muito rápido, sem nenhum problema. Foi uma decisão acertada. Fiz essa opção porque senti segurança nos profissionais que estavam me acompanhando”, contou a mãe da pequena Annalu.

Quem também aprovou a experiência do parto normal, com acompanhamento de enfermeiro obstetra, foi a estudante Rebeca Santos Reis, mãe da pequena Chaialla. Saudável, a criança nasceu pesando pouco mais de três quilos. Mãe e filha receberam alta na última quinta-feira (15). “Estava muito confiante porque os três partos da minha tia foram normais. A profissional que fez o meu parto me deixou muito tranquila”, contou Rebeca. A tia dela, Lucineide Crispim da Silva acompanhou o parto.

PELO SUS
A gerente enfermagem do HMN, Luciana Nobre, explica que a maioria dos partos normais na unidade, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram feitos por enfermeiros obstetras, profissionais que estão capacitados para atender mais de 90% das pacientes que não necessitam ser submetidas à cesariana. “Esse profissional está habilitado para classificar e conduzir os partos de risco habitual. Caso ocorram alterações ou intercorrências, a equipe médica que compõe a equipe multiprofissional estará disponível para atender estas demandas”.

De acordo com Luciana Nobre, além de habilitado para a realização de partos de menor risco, o enfermeiro obstetra é capacitado para acompanhar o pré-natal e encaminhar as gestantes que têm demanda de alto risco para acompanhamento médico. “A atuação desse profissional ajuda a diminuir as intervenções obstétricas e aplicar medidas não farmacológicas para o manejo da dor durante o trabalho de parto. Além disso, contribui para reduzir o uso de medicação pela paciente”.

A gerente de enfermagem afirma que, embora tenha ocorrido aumento no número de partos normais nos últimos dias, boa parte da população ainda desconhece tanto as práticas da neonatologia quanto da obstetrícia. Por isso, muitas vezes, sem nenhuma necessidade, a paciente exige a participação do médico durante o trabalho de parto. Ela acrescenta ainda que muitas pacientes temem o parto normal por causa dos mitos sobre a situação do corpo da mulher. “Tem gente que acredita, por exemplo, que pode ter a relação sexual comprometida. Isso não é verdade”.

A coordenadora do Bloco Cirúrgico do HMN, enfermeira obstetra Renata Marques, destaca que em muitas maternidades no Brasil todo o processo de parto normal é conduzido pelo enfermeiro e que o hospital do sul da Bahia deu um passo importante nesse sentido, pois hoje o profissional atende em porta de entrada, conduz o parto e autoriza alta da paciente. “Tudo isso é feito dentro das normas internas e externas, respeitando às leis”, assegura. Renata observa que, enquanto o atendimento é prestado pelo SUS em Itabuna, existem regiões no país em que as mães pagam caro para ter acesso aos serviços conduzidos pelo enfermeiro obstetra.

A Apoiadora institucional dos programas na Atenção Primária do Município de Itabuna, Bárbara Orsine, destaca a importância do papel do enfermeiro obstetra na humanização da assistência desde a consulta de pré-concepção até o puerpério. “Esse acompanhamento traz uma série de benefícios para a paciente, como o aumento da confiabilidade, construção do vínculo, evita intervenções desnecessárias e aumenta a probabilidade de inserção de boas práticas. Vale ressaltar que o enfermeiro apoia a iniciativa do empoderamento feminino, focando no protagonismo da mulher”, diz Bárbara.

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Prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD)

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), participou da solenidade em que a Prefeitura oficializou o retorno do atendimento “portas abertas” no Hospital Manoel Novaes (HMN), da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. A cerimônia aconteceu na manhã desta quinta-feira, dia 18.

Pacientes adulto e infantil de Itabuna e de sete cidades que ainda não possuem estrutura hospitalar (Itapé, Floresta Azul, Firmino Alves, Almadina, Buerarema, Maraú e Santa Cruz da Vitória) poderão ser atendidos sem a necessidade de cadastro, via Central de Regulação.

Os demais pacientes dos 22 municípios pactuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) continuarão sendo encaminhados, por meio da Central de Regulação, para atendimento na unidade materno-infantil.

“Estamos trabalhando para fortalecer todo o sistema de saúde de Itabuna, passando pelas Unidades Básicas de Saúde até os hospitais. A Pediatria e Obstetrícia são prioridades do nosso governo”, ressaltou o prefeito Augusto Castro, ao discursar na cerimônia simples.

O prefeito anunciou que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA- 24 Horas), no Monte Cristo, foi autorizada a atender crianças com sintomas gripais ou suspeita de Covid-19. Para isso, a secretaria avisou a coordenadora UPA para contratação de profissionais que atendam mais essa demanda.

As quatro Unidades de Referência para Síndromes Respiratórias Agudas (gripários), implantadas nas unidades básicas de Saúde Möise Hage, no Lomanto Júnior; José Edites, no São Caetano; José Maria de Magalhães Neto (antigo Sesp), no centro; e na Unidade de Saúde da Família Renan Moreira, no Parque Boa Vista, com atendimentos aos pacientes de segunda a sexta-feira, 16 às 22 horas, também estão aptas a atender crianças.

Com isso, a intenção é diminuir o fluxo de pacientes com sintomas gripais ou suspeita de Covid-19 no Hospital Manoel Novaes e, consequentemente, evitar a contaminação cruzada de pacientes.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes Aguiar, somente serão encaminhados para o Hospital Manoel Novaes os pacientes que necessitarem de internamento em CTI ou leito clínico.

Ela destaca que a Atenção Básica continuará com seu importante papel na atenção primária materno-infantil. Mas, a intenção é colocar outros hospitais do município como suporte no atendimento “portas abertas”.

“É um esforço a mais do município em prol das crianças. Vamos tentar negociar com a direção do Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), porque é um desejo do prefeito Augusto Castro retomar este tipo de atendimento primário também nesta unidade”, informa a secretária de Saúde.

A diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, a médica Fabiane Irla Chávez, lembra que a unidade deixou de atender “portas abertas”, em 2019, por determinação da administração municipal à época. “Agora, estamos de volta e com muita alegria. É fato que não temos a mesma estrutura, mas vamos nos adequar para atender a demanda, mesmo diante das dificuldades de captação de profissionais”.

A cerimônia teve a participação do secretário de Esportes e Lazer, vice-prefeito Enderson Guinho; da subsecretária de Saúde, Lânia Peixoto; do superintendente da Agência Municipal de Regulação (Arserpi), Humberto Matos; e do superintendente do Departamento de Comunicação, Afonso Dantas.

A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna esteve representada pelo provedor Francisco Valdece; a diretora técnica Fabiane Irla Cháves. Ainda esteve prestigiando a cerimônia, a coordenadora do Núcleo Regional da Secretaria de Saúde da Bahia (NRS Sul), Domilene Borges; além de dirigentes da Provedoria.  

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Pela primeira vez na pandemia Hospital Manoel Novaes atinge 100% de ocupação nos leitos pediátricos

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Hoje o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, alcançou 100% de ocupação nos leitos pediátricos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria. De acordo com o G1 Bahia, a unidade possui 16 leitos infantis, sendo eles quatro de UTI (três em atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e um particular) e 12 clínicos (10 em atendimento pelo SUS e dois particulares).

Ainda segundo informações do G1 Bahia, o Hospital Manoel Novaes não havia chegado a 100% de ocupação nos leitos pediátricos desde o início da pandemia. A situação além de alarmante é extremamente preocupante. Isso porque o hospital se trata de uma das maiores referências do atendimento materno-infantil no sul da Bahia, e agora se encontra sem vagas para novas internações.

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