"Sei das limitações e tenho pago o preço que a sociedade cobrou de mim através do Judiciário com muita altivez e dignidade", declara Geddel

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) concedeu entrevista ao site Toda Bahia e comentou sobre o atual cenário político baiano. Questionado sobre qual papel pretende exercer a partir de agora, Geddel declarou que vai ser uma liderança partidária que sempre vai opinar quando procurado dentro do partido ou pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O site quis saber, no entanto, se, com a vitória do petista, Geddel aceitaria exercer algum cargo público: “Nem pensar, nem pensar. É o que eu digo: já exerci todas as funções que a generosidade de Deus permitiu. Agora é seguir outro rumo, outra estrada, sem me desvencilhar daquilo que gosto, que é contribuir de alguma forma quando for procurado para dar minha opinião política”.

Ainda durante a entrevista, Geddel declarou não ter interesse em disputar nenhum cargo político: “Não. Eu vou militar na política, que é a paixão da minha vida, mas sei das limitações e tenho pago o preço que a sociedade cobrou de mim através do Judiciário com muita altivez e dignidade. Nada me inibe. Se me constrangem, eu constranjo. Se me agridem, eu agrido. Se me xingam, eu xingo. Mas não pretendo voltar. Acho que tenho uma contribuição a dar na articulação política, com a experiência fruto da dor e da alegria e de toda capacidade que acumulei de olhar a floresta toda e, a partir daí, dar minhas contribuições quando for instado a dar”.

Geddel Vieira foi absolvida por associação criminosa, mas condenação por lavagem de dinheiro foi mantida

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Em plenário virtual, por 3 votos a 1, a segunda turma do STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou a condenação do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do irmão dele, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, pelo crime de associação criminosa no caso das malas com 51 milhões de reais encontradas em um apartamento em Salvador em 2017. A condenação por lavagem de dinheiro, no entanto, foi mantida.

Com a decisão, a punição dos dois foi reduzida em um ano e meio. O ex-ministro passa a cumprir 13 anos e 4 meses de prisão e o ex-deputado terá a pena reduzida para 9 anos de prisão.

O relator do processo, o ministro Edson Fachin, foi contra os pedidos da defesa. Já os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Kassio Nunes Marques votaram a favor, o que fechou o placar em 3 a 1.

A condenação de pagamento de multa por danos morais no valor de R$ 52 milhões também foi anulada por falta de “fundamentos suficientes para se fixar o valor do dano moral coletivo no patamar estabelecido”. Com isso, o ministro Fachin reduziu a multa para R$ 51 milhões. Com informações de G1

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