POR MATHEUS VITAL | Cinco dias após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) REafirmar e RElançar o nome de Geraldo Júnior (MDB) como seu companheiro de chapa, o silêncio de Rui Costa passou a falar mais alto do que qualquer declaração pública. A ausência comunica e, nesse caso, comunica desconforto. A falta de endosso nas redes sociais, território onde sinais são cuidadosamente calculados, sugere que a decisão não foi exatamente consensual dentro do núcleo mais influente do grupo.
A dúvida que se impõe é inevitável: a manutenção de Geraldo Júnior contrariou a posição de Rui Costa? Os indícios apontam que sim, ou, ao menos, que houve resistência. O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador encaminhava uma publicação criticando Rui Costa e ainda incentivava sua disseminação com o simples “manda viralizar”, não foi simples, e parece que ainda há reflexos. Gestos de deslealdade, ainda que pontuais, costumam ter memória longa e consequências silenciosas nos bastidores.
Embora Rui Costa tenha declarado publicamente seu incômodo e, posteriormente, tenha sido visto ao lado de Geraldo Júnior, o gesto de convivência institucional não equivale, necessariamente, a uma reconciliação política plena. Na liturgia do poder, há uma diferença clara entre pacificação e confiança. A primeira pode ser construída por conveniência; a segunda, quando abalada, leva tempo e, às vezes, nunca se recompõe por completo.
Resta saber se, diante da necessidade eleitoral, Rui Costa transformará esse silêncio em engajamento ativo. A publicização do nome de Geraldo Júnior terá uma largada ou ainda não? Vale destacar que Geraldo Júnior segue tocando o barco como se nada tivesse acontecido e já chamou Rui Costa, em suas redes sociais, de “meu senador”. Enfim: o silêncio também fala? ![]()












