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Para que ocorra a emissão de anuência do Iphan na etapa de Licença de Instalação, o empreendimento deve apresentar medidas de mitigação e compensação que serão adotadas para a proteção de bens culturais

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na Bahia decidiu não fazer manifestação favorável à licença de instalação da ponte Salvador-Itaparica. O instituto analisa um relatório sobre os impactos da construção da ponte para as comunidades tradicionais, tema que vem sendo denunciado por moradores da ilha.

Para que ocorra a emissão de anuência do Iphan na etapa de Licença de Instalação, o empreendimento deve apresentar medidas de mitigação e compensação que serão adotadas para a proteção de bens culturais. O instituto aponta que o Relatório de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Imaterial, apresentado por empresa contratada pelo consórcio da ponte, é insuficiente para que o órgão dê aval para a licença.

O Iphan orienta que um novo relatório seja elaborado e que seja feita a análise de impactos em outros 12 municípios que não foram citados no documento inicial. O objetivo do Iphan é preservar comunidades tradicionais, manifestações populares e pessoas que podem sofrer os impactos da construção da ponte.

Um dos principais pontos levantados é a delimitação da área de influência da ponte. Enquanto o estudo de impacto ambiental, aprovado junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), reconhece uma área de 16 municípios, o relatório apresentado pelo consórcio restringiu a análise a cinco municípios (Salvador, Itaparica, Vera Cruz, Maragogipe e Jaguaripe). Para o Iphan, a redução do espaço analisado compromete a avaliação, pois impactos sobre o patrimônio imaterial não se restringem à proximidade física da obra, mas envolvem transformações na dinâmica urbana, na mobilidade regional, na valorização imobiliária, no turismo e no uso do território.

De acordo com o órgão, não houve estudo arqueológico na área antes do início das obras

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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o embargo da construção do trecho da BA-649 entre Itabuna e Ilhéus. De acordo com o órgão, não houve estudo arqueológico na área antes do início das obras.

O Governo do Estado está analisando a minuta de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) elaborada pelo Iphan. Caso seja concretizado, um dos efeitos do acordo será a suspensão do embargo.

O trecho da BA-649 se estende por 18 quilômetros, à direita do curso do rio Cachoeira, de Itabuna até o Banco da Vitória, bairro a cerca de oito quilômetros do Centro de Ilhéus. Terá quatro pontes e viaduto para conectá-la à BR-415, na margem oposta do rio.

O investimento do Governo do Estado é de R$ 200 milhões, com previsão de entrega no primeiro semestre de 2026. As obras começaram em dezembro de 2021, com perspectiva de conclusão até 2024.

Com informações de Pimenta Blog.

📷 Zé Drone

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