Ramagem foi condenado a quase 16 anos de prisão pelo STF, mas ainda não havia começado a cumprir a pena

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O deputado federal Alexandre Ramagem (PL) afirmou que está seguro nos Estados Unidos e que tem a anuência do governo norte-americano para estar no país. O deputado disse, ainda, que está sendo perseguido por causa da aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O parlamentar foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado. O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou Ramagem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Na última quarta-feira (19.novembro), o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva do deputado e, desde então, ele é considerado foragido da Justiça. O deputado ainda não havia começado a cumprir a pena porque o processo ainda não transitou em julgado.

Empresário teria simulado injeção de US$ 1 bi na OGX // Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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O empresário Eike Batista foi condenado pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro a uma pena de 11 anos e 8 meses de prisão por crimes contra o mercado de capitais. A juíza Rosália Monteiro Figueira condenou-o ainda a pagar uma multa de R$ 871 milhões pelos crimes de insider trading (uso de informação privilegiada) e de manipulação de mercado.

Eike foi denunciado em 2014 sob a acusação de ter lucrado com a venda de ações de sua empresa OGX, através da ocultação, ao mercado, de informações negativas sobre a companhia.

De acordo com o Ministério Público Federal, o empresário teria simulado a injeção de até US$ 1 bilhão na OGX para atrair investidores, incorrendo no crime de manipulação de mercado.

INJEÇÃO DE DINHEIRO
A injeção do dinheiro foi anunciada pela empresa, mas, segundo o MPF, o empresário sabia da inviabilidade financeira de ativos importantes da empresa e não tinha real interesse em fazer o aporte.

O MPF também acusou Eike de usar informações privilegiadas para lucrar com a venda de ações em 2013. Segundo o MPF, o empresário teria vendido as ações da OGX em um momento em que ele possuía informações que ainda não tinham sido divulgadas para o mercado.

No processo, a defesa de Eike Batista negou que o empresário tenha feito uso de informações privilegiadas ou que tenha tentado manipular o mercado.

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