A sondagem feita por aliados de Flávio Bolsonaro (PL) ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), carrega mais um aceno político do que viabilidade prática. No âmbito nacional, a simples lembrança do nome do gestor baiano revela uma tentativa de ampliar pontes regionais, sobretudo no Nordeste, terreno historicamente desafiador para o bolsonarismo.
Logo, quais são os porquês de Bruno Reis não aceitar estar na chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente?
O primeiro freio para essa hipótese é que Bruno Reis não é um agente isolado. Sua trajetória está totalmente conectada ao projeto político de ACM Neto (UB), que atua como principal liderança de seu grupo. Contudo, qualquer movimento de Bruno Reis em direção a uma chapa com Bolsonaro representaria não apenas uma decisão pessoal, mas também a coesão do grupo netista.
O segundo elemento central é que não seria simples deixar a Prefeitura para embarcar como vice. A vice-presidência, embora institucionalmente relevante, raramente oferece protagonismo eleitoral direto na Bahia que influencie a candidatura de ACM Neto.
O terceiro ponto é o timing. Bruno Reis reafirma, em suas declarações públicas, o compromisso com o mandato. Isso funciona como sinal de estabilidade administrativa. Antecipar uma saída poderia ser interpretado como abandono de responsabilidades, gerando um desgaste político desnecessário.
O quarto alerta é que, caso tivesse intenção de deixar a Prefeitura, Bruno Reis teria opções mais estratégicas dentro da política baiana, como fortalecer a chapa de ACM Neto em uma eventual disputa ao Senado ou até como vice — possibilidades que já foram descartadas. Deixar a prefeitura envolve riscos elevados.
Por fim, até as convenções, o cenário permanece fluido. No xadrez político, Bruno Reis parece optar por permanecer onde tem controle do jogo — e não onde seria apenas peça.
Bruno Reis vai seguir falando a mesma língua que ACM Neto, apoiando a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). ![]()













