O senador Otto Alencar (PSD) tratou de esfriar qualquer especulação sobre turbulência interna no PSD baiano após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à sigla. Em entrevista ao programa Antena 1 Salvador na manhã desta quarta-feira (28.janeiro), Otto foi taxativo ao afirmar que, no contexto da Bahia, nada muda já que o partido, segundo ele, segue apoiando as reeleições do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Lula (PT).
Questionado sobre a possibilidade do PSD lançar um candidato próprio à presidência da República, Otto foi ainda mais direto: “No meu palanque, não! No PSD da Bahia, não. Com todas as letras, nós vamos apoiar Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição”. O senador ainda fez questão de deixar claro que não aceitará mudança de rumo de última hora.
Otto revelou, também, que a filiação de Caiado já era conhecida há cerca de uma semana e que a informação chegou a ele por meio do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, ou seja, o movimento foi absorvido com naturalidade, ao menos no discurso.
O que chama atenção, no entanto, não é o que Otto disse, mas o que deixou de dizer. Em nenhum momento, o senador saiu em defesa da permanência de Angelo Coronel na chapa majoritária de 2026. O silêncio é eloquente e, na política, ausência de gesto também é posicionamento.
Com isso, o cenário para Angelo Coronel segue estreito e se reduz a dois caminhos: Oprimeiro é lançar a candidatura à reeleição de forma avulsa, pelo PSD, mantendo o apoio ao governo petista, mas sem o peso da chapa majoritária. Um caminho solitário, de alto risco e baixa proteção política.
A segunda alternativa é o rompimento: Coronel poderia deixar a órbita PSD-PT e aderir à pré-candidatura de ACM Neto (UB), que já sinalizou abertura para abrigá-lo. Nesse cenário, o senador deixaria de ser coadjuvante e passaria a ocupar espaço estratégico na oposição.
Vamos aguardar as decisões nacionais e a repercussão do cenário na Bahia. Ou não.
Enquanto isso, o xadrez político segue em temperatura elevada!










