A deflagração da Operação Carta Marcada investiga um esquema criminoso estruturado voltado à execução irregular de contratos de prestação de serviços firmados entre a prefeitura de Itagibá e empresas privadas. As apurações apontam indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas com base em inexigibilidade de licitação, em possível violação à legislação vigente.
Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Itagibá, Dário Meira, Ipiaú e Jequié. As ordens judiciais também determinaram o afastamento de dois servidores públicos municipais, entre eles um secretário e uma servidora da Controladoria do Município, além do bloqueio de, aproximadamente, R$ 2 milhões em bens e valores de cada investigado.
As investigações indicam a atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, com vínculos diretos com os contratos investigados. Segundo a apuração policial, o grupo apresentava divisão de tarefas, estabilidade e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos oriundos de contratos supostamente superfaturados.

Durante as buscas, foram apreendidos celulares, documentos, cerca de R$ 70 mil em dinheiro e computadores, que serão periciados e poderão contribuir com o aprofundamento das investigações.










